É a mais nova forma desenvolvida de energia que será utilizadas nos automóveis.
A célula de combustível é uma célula eletroquímica que através sistema continuada de converção de energia química de um combustível e de um oxidante em energia elétrica, por um processo que envolve a princípio, um sistema eletrodo/eletrólito [Kordesch et al., 1996].
Ela pode converter mais do que 90% da energia contida num combustível em energia elétrica e calor. No ano de 1996, as células de combustível com ácido fosfórico (CCAF) apresentavam uma eficiência de conversão elétrica de 42%, com uma elevada produção de calor [Kordesch et al., 1996].
Todas as células de combustível são constituídas por dois eléctrodos, um positivo e outro negativo, designados por cátodo e ânodo, respectivamente [Larminie, 2002]. Igualmente, todas as células têm um electrólito, que tem a função de transportar os íons produzidos no ânodo, ou no cátodo, para o eléctrodo contrário, e um catalisador, que acelera as reacções electroquímicas nos eléctrodos.
Para exemplo, utilizando o hidrogênio como combustível e o oxigênio como oxidante, as reacções no ânodo e cátodo na célula de combustível são as seguintes, respectivamente:
Ânodo: H2(g) -> 2 H+(aq) + 2 e-
Cátodo: 1/2 O2(g) + 2 H+(aq) + 2 e- -> H2O(g)
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O hidrogênio (combustível) é alimentado ao ânodo da célula de combustível (ver figura), onde é oxidado no catalisador de platina (camada difusiva/catalítica), havendo a produção de dois elétrons e dois prótons hidrogênio, H+ (reacção ânodo). De seguida, os elétrons produzidos pela reacção de oxidação do hidrogênio são transportados através de um circuito elétrico e utilizados para produzirem trabalho (corrente contínua). Por sua vez, os prótons produzidos na reacção anódica são transportados do ânodo para o cátodo, através do electrólito (no centro da célula). No cátodo, o oxigênio é alimentado e reage com os prótons transportados através do electrólito e com os elétrons provenientes do circuito elétrico (reacção cátodo). O produto final da reacção que ocorre no cátodo é o vapor de água.
Noutro tipo distinto de células de combustível, o oxigênio é reduzido pelos elétrons do circuito elétrico no cátodo e, de seguida, o seu íon transfere-se através do electrólito para o ânodo, onde se combina com os íons hidrogênio.
A seleção do electrólito é de extrema importância, visto que este deve permitir somente a transferência de íons do ânodo para o cátodo, ou vice-versa [Cappadonia et al., 2000]. Se os elétrons ou outras substâncias transferirem-se através do electrólito do ânodo para o cátodo, ou vice-versa, a performance global da célula de combustível fica seriamente afetada. Por sua vez, de maneira a obter-se o funcionamento mais eficiente possível de uma célula de combustível, os eléctrodos devem ter elevadas áreas de contacto e o electrólito deve ter uma espessura reduzida [Larminie, 2002]. Um electrólito comum nas células de combustível é um ácido, com íons H+ móveis.
Na prática, cada uma das células de combustível pode produzir uma diferença de potencial inferior ou igual a 1 V. Isto significa que para se obterem níveis úteis de potência eléctrica têm de se associar diversas células de combustível em série (pilha). Deste modo, um sistema de células de combustível apresenta a vantagem de ser modular e, por isso, tem a possibilidade de ser construído para uma ampla gama de potências eléctricas, podendo ir dos mWatts até aos MWatts [Kordesch et al., 1996].
As células de combustível são interligadas entre si por pratos bipolares (ver figura). Estes pratos devem ser bons condutores de eletricidade, e ter canais ao longo da sua superfície, de maneira a possibilitar o escoamento do combustível no ânodo e do ar ou oxigênio no cátodo. Ao mesmo tempo, estes devem permitir um bom contacto elétrico com os eléctrodos, ser o menos espesso possível e de fabrico barato. Um requisito adicional é o de evitar as fugas de reagentes [Cappadonia et al., 2000].
O desenho e a fabricação das conexões entre as células de combustível são de extrema importância para o sistema, e contribui em grande parte para o custo da pilha [Thomas et al., 1999].